2º passo na construção de uma base de dados de conhecimento personalizado - Qual a definição atual de um ambiente pessoal de aprendizagem
Olá a todos
Depois de lançar o primeiro passo, onde se procura levar o leitor a uma reflexão sobre o entendimento do que somos e como interagimos, isto com a ajuda de uma IA, avançamos para o passo seguinte. No primeiro passo a IA "raciocina virtualmente" e sem emoções misturadas, na maneira como interagimos uns com os outros através do que foi treinada, do seu conhecimento acumulado e segundo a solicitação de ser pragmática e realista acerca da realidade psicológica da humanidade, pelo menos assim foi solicitado nos "Prompts" e não no sentido de proporcionar uma resposta generalista, ideal e agradável do que queremos que seja essa mesma realidade. Vamos então seguir no desenvolvimento do que julgamos ser um dos passos aí apresentados mais decisivos para enfrentar essa realidade, ou seja o que cada um de nós deve aprofundar para lidar com a realidade de uma maneira mais equilibrada.
Devo informar que a ideia que tenho do uso da IA é a mesma que tenho da utilização de qualquer outra ferramenta como forma de ultrapassar problemas. A única diferença é que esta também ajuda a criar os problemas para os poder ultrapassar. O problema atual com as IA's não é intrínseco a elas, é externo. Só vão evoluir da forma que o homem pretender. Se forem instruídas para destruir é nesse sentido que irão, se forem instruídas para ajudar a evoluir em simbiose com os humanos é por ai que irão. Não me parece que a vontade de sobreviver seja algo inerte às próprias máquinas, só se forem instruídas para isso. Pôr isto em causa é mesmo ter pouca fé na humanidade. Existe sempre a possibilidade de desligar o botão ou de cortar a eletricidade.
A julgar por um livro de Max Tegmark de 2017, Life 3.0, podemos seguir vários caminhos com a IA. Alguns são mais pessimistas outros mais otimistas, só vai depender do homem. Uma coisa é certa, somos a primeira espécie na Terra a criar a sua possível sucessão e evolução, isto a contar com o conhecimento que possuímos até aos nossos dias.
Sendo assim e assegurando um clima de paz e cooperação mundial entre os homens, o que será sempre muito difícil, podemos pegar no passo 7 do "post" anterior, a "Educação para a Literacia de Informação e Imunidade Cognitiva" e verificar como a criação e a manutenção de um ambiente pessoal de aprendizagem (PLE) nos pode ajudar ao longo da vida no nosso próprio desenvolvimento individual quando as condições certas estão asseguradas.
| Os grafos segundo o Obsidian. |
Já se abordou aqui os PLE's, mas ultimamente o melhor meio que tenho verificado para criar os nossos ambientes pessoais de aprendizagem, usando os meios computacionais, são as ontologias na sua abordagem informática, embora possam haver pontos em comum com as ontologias segundo a filosofia não é nesse sentido que aqui estamos a falar. É no sentido de usar as ontologias para adquirir o conhecimento de tudo o que nos possa interessar usando para isso a teoria dos grafos e as bases de dados de grafos. Quando aqui falamos em ontologias estamos a falar numa das suas vertentes que são os RDF's, (Resource Description Framework) que constituem também a base de utilização dos grafos. Estamos aqui a entrar na semântica da web que também não será aqui desenvolvido.
Um programa muito bom para perceber tudo isto é o "Obsidian", que serve para juntar conhecimento sobre a forma de notas e que usa como base os grafos que ajudam a criar mais conhecimento, se forem corretamente usados.
Num próximo "post" pretendemos mostrar um estudo sobre o século XIX português, incidindo sobretudo na arte e na sua evolução ao longo de todo este século, usando também outros acontecimentos nacionais e internacionais que contribuíram para esta evolução, usando o Obsidian e os grafos como ferramenta de suporte. Atenção que tudo isto não anda muito longe da
Até à próxima.
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